Rapidinho
é um ou outro OU são os dois?
Estava ontem num barzinho de rua, desses que só frequenta gente conhecida (e por isso rola umas fofocas boas, mas hoje não vou contar nenhuma de conhecidos), para assistir, meio mambembe, o jogo do Bahia.
Pois bem, entre gols anulados (todos foram anulados, de ambos os times, uma loucura), ouvi um trecho de conversa de dois rapazes da mesa logo atrás da minha.
(Abro este terceiro parênteses para contar um hábito meu: ouvir conversas das mesas vizinhas. Silencio do nada e presto atenção. Gosto de pegar a conversa dos outros pela metade e tentar entender do que se trata o assunto. Na praia também é um bom lugar. Porto da Barra lotado no verão é o melhor local para tal prática. Já ouvi loucuras e, pelo pouco espaço entre as pessoas, geralmente participo com um sorriso de gratidão por ter sido contemplada com certas pérolas. eternamente grata a conversa entre dois vendedores de queijinho).
Voltando à mesa dos rapazes, ouço o seguinte questionamento: “e era FISSURA ou TESÃO?”.
A vontade foi olhar para trás e ver a fissura ou o tesão rememorado nas feições do questionado.
Me controlei. Mas, infelizmente, me custou saber da resposta. Não consegui ouvir nada, talvez um gesto de boca ou mãos, uma sobrancelha arqueada, uma mímica, libras, enfim, perdi.
E nisso passei o resto da tarde e noite querendo saber: foi fissura ou tesão? fissura de que? tesão (a favor ou contra) quem?
Sem resposta, segui nesse impasse até pensar que poderia muito bem ser os dois.
Fissura E Tesão.
escrevo, assim, minhas palavras.
Amo a palavra fissura. me envolve o som do F deslizando junto com o I até se dar o encontro com os gêmeos SS. e tesão, quem não gosta, não é mesmo?
Meus livros e discos e outras coisas a mais
Para saber sobre os lidos e ouvidos dos últimos meses, peço que me acompanhem lá no Notes. Nesse tempo afastada, utilizei muito a ferramenta do app para escrever algumas impressões sobre livros e discos (e alguns devaneios aleatórios).
Atualmente, conforme já falei por lá, estou lendo A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares. Tenho gostado muito. No início a gente fica um pouco perdido no que está acontecendo e com o avançar da leitura esse sentimento… SE MANTÉM (e acredito que não vá passar até o final). Amo!
Antes dele, reli A casa dos Budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, para assistir a peça estrelada por Fernanda Torres. Espetáculo maravilhoso, quem tiver oportunidade deve ir. Quando li pela primeira vez, achei engraçado. Na segunda, me incomodei com algumas passagens, mas dessa última vez foi uma leitura muito mais divertida e leve (tirando aquelas situações narradas que não envelheceram tão bem). Sobre Fernanda Torres, ela dá um show atuando!! Fiquei um pouco afastada e não consegui distinguir muito bem as expressões da personagem, uma pena só por isso mesmo. Quem sabe da próxima vez puxo uma vaquinha para poder comprar ingresso para as primeiras filas?
Acho que é isso.
Temos uma publicação?





Amiga, mas eu amo num tanto escutar a conversa dos outros! Por isso a gente é amiga, duas fofoqueiras kkkkkk
ai, eu adoro ouvir conversa alheia! e as vezes eu não me aguento e me meto na conversa 😜
(fiquei pensando que não sei a diferença entre fissura e tesao, meio que mesma coisa né?)